Literatura

Resenha: O Xará

02:01

Livro: O Xará | Autora: Jhumpa Lahiri | Editora: TAG Experiências Literárias; Biblioteca Azul | Páginas: 344 | Nota: 5 de 5

Sinopse: Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes bengalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar. Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida - retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional - , Gógol Ganguli vai buscar no embate como próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.
Autora vencedora do Prêmio Pulitzer de 2000, finalista do Man Booker Prize 2013 e do National Book Award 2013, Jhumpa Lahiri se consagra como um dos maiores destaques da nova literatura de língua inglesa.





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Quais são as fronteiras que nos definem? Que experiências nos moldam? Que memórias ficam impregnadas em nós? O que é nosso? O que herdamos? Quantas viagens são necessárias para nos encontramos? Em O Xará, Jhumpa Lahiri sutilmente escancara a jornada de Gógol em busca de sua identidade a partir do embate com o seu próprio nome e do deslocamento cultural de um protagonista nascido nos Estados Unidos e filho de indianos.

A narrativa logo no início nos apresenta os conflitos socioculturais vividos por Ashima e Ashoke, um jovem casal indiano que muda para os EUA em busca de melhores oportunidades. Uma dessas diferenças culturais define todo percurso do livro e se relaciona a escolha do nome do primeiro filho do casal. Acontece que na tradição bengali, os bebês recebem dois nomes, um oficial e uma espécie de apelido (doknam) que é utilizado apenas por familiares e amigos. E isso significa que a criança pode ficar os primeiros anos sem um "nome bom" (o oficial) até que seus pais escolham um nome adequado. Mas nos Estados Unidos as crianças já saem da maternidade com o nome oficial e devido ao atraso da carta da avó de Ashima - que tinha ficado responsável por escolher o nome - o recém nascido recebe o nome de Gógol, em homenagem a Nikolai Gógol - escritor favorito de Ashoke.

Seguimos Gógol desde a infância até os trinta e poucos anos. E acompanhamos o protagonista, que nunca se sentiu confortável com seu nome, tentar traçar as fronteiras do seu próprio eu em uma busca incansável de sentido entre possuir um nome russo, ser norte-americano e filho de pais indianos. Essa busca, muitas vezes egoísta, dá-se tanto na suas relações pessoais como profissionais e até mesmo em afastamentos e na negação da cultura de seus pais. A prosa leve e sem sentimentalismos vai muito além das questões socioculturais enfrentadas pelos imigrantes, o livro trata dos ciclos de uma vida. E em muitos desses ciclos todos nós somos Gógol. Demoramos a amadurecer, a nos reconhecer e aceitar quem verdadeiramente somos.

Toda a jornada do personagem e muito interessante e reveladora, mas foi sua fase adulta que mais me cativou e ao chegar ao final dessa história fiquei com uma espécie de nostalgia e um aperto na garganta pelo próprio Gógol. Divagando após terminar a leitura não consegui parar de pensar e repensar que O Xará tem muito dos versos do Renato Russo em Pais e Filhos, para mim, especialmente "você me diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus pais".




Carnaval

Resultado da maratona literária de carnaval

19:04

Pinterest

Em 2017 me propus a realizar, pela segunda vez, a maratona literária Pra Ver a Banda Passar cujo grande objetivo é adiantar minhas leituras. Apesar de não ter alcançado tudo que pretendia, devido a alguns imprevistos, o feriado me trouxe um gás enorme e algumas coisas bem legais foram lidas durante esses dias.

A maratona aconteceu entre a sexta-feira, 24 de fevereiro, e a quarta-feira de cinzas (1° de março) e durante esse período eu consegui:

1- Iniciar e finalizar a leitura de Bidu Caminhos: 84 páginas
2 - Iniciar a leitura de O Conde Enfeitiçado: 16 capítulos (197 páginas)
3- Iniciar a leitura de A Casa das Marés: 1 capítulo (33 páginas)

Ao todo foram 314 páginas lidas e apesar de não ter conseguido avançar tanto em A Casa das Marés e de não ter encostado em David Copperfield fiquei muito contende por ter dedicado uma boa parte do meu carnaval aos livros.


Carnaval

Maratona literária: Pra ver a banda passar #2

22:49



Já está todo mundo em clima de carnaval e aqui no Relicário isso significa que vamos colocar os pés pra cima e adiantar as leituras atrasadas. Porque a gente sempre tem leitura atrasada e pensando nisso ano passado resolvi criar a maratona Pra Ver a Banda Passar com o intuito de aproveitar o feriado para ler mais. 

A novidade deste ano é que a Fran do Universo Literário se juntou a folia e para coisa ficar bem dinâmica resolvemos criar quatro categorias e a partir delas criarmos as metas pessoais sem a pretensão de finalizar nenhuma leitura durante esse período.


Categoria 1: Um romance de época
Livro escolhido: O Conde Enfeitiçado (Julia Quinn)

Categoria 2: Uma HQ
Livro escolhido: Bidu Caminhos

Categoria 3: Uma leitura já em andamento
Livro escolhido: David Copperfield (Charles Dickens)

Categoria 4: Um livro encalhado na estante há mais de um ano
Livro escolhido: A Casa das Marés (Jojo Moyes)

A segunda edição da maratona Pra Ver a Banda Passar tem início nesta sexta-feira, 24 de fevereiro, e termina na quarta-feira de cinzas (1° de março).


Literatura

Novos na estante - Janeiro 2017

22:02


O início do ano foi um verdadeiro ‘flop’ na minha grande meta de só comprar livros em novembro (em função das promoções da Black Friday) e a grande responsável pelo descontrole literário foi a Amazon. Ao todo eu fiz três pedidos e comprei exatos 12 livros, mas em minha defesa devo dizer que os descontos valeram a pena.

A primeira compra aconteceu durante a promoção em comemoração ao dia do leitor ainda no início de janeiro. Nela adquiri As Intermitências da Morte do José Saramago, Só Garotos da Patti Smith e Bidu Caminho da coleção Graphic MSP.


Em uma semana especial Cosacnaify que coincidiu com um cupom de desconto para livros do grupo Companhia das Letras eu comprei o Novembro de 63 do Stephen King - que já estava na minha lista de desejados há anos - e o No Mar do Toine Heijmans.


E por fim, na loucura que foi o aniversário de quatro anos da Amazon Brasil com mais de uma semana de promoções eu adquiri sete livro. Um kit com cinco livros da Agatha Christie, O Ano que te conheci da Cecelia Ahern e Os Funerais da Mamãe Grande do Gabriel García.


Além das comprinhas recebi em janeiro minha primeira caixinha da TAG cujo livro foi Vidas e Proezas de Aléxis Zorbás.
 


American Crime Story

Está na hora de assistir American Crime Story

23:56


Em um mundo apavorado pelos spoilers é no mínimo louvável construir uma série cujo final o mundo inteiro já conhece. Esse foi o desafio cumprido com honras pelo Ryan Murphy, produtor de American Crime Story, ao apresentar em 10 episódios o “julgamento do século” que levou o ídolo do futebol americano, O.J Simpson, ao banco dos réus pelo homicídio de sua ex-esposa, Nicole Brown, e do amigo dela, Ronald Goldman.

Longe de ser uma narrativa dos tribunais, American Crime Story: O povo contra O.J Simpson explora todo o contexto que envolveu o julgamento durante mais de um ano. A estratégia da promotoria, as manobras da defesa, o cansaço do júri, racismo, sensacionalismo da mídia, falhas da polícia de Los Angeles e como tudo meio que culminou na absolvição do réu que tinha contra si um caso bem construído pela promotoria.



Além de apresentar a história a partir de múltiplos ângulos, a série também acertou na seleção do elenco com super destaque para Sarah Paulson, no papel da promotora de justiça Marcia Clark. Sarah nos apresenta uma mulher forte lidando com a pressão de ter sob sua responsabilidade um dos maiores casos da justiça norte-americana da década de 1990, e ao mesmo tempo sendo alvo de comentários machistas e misóginos pulverizados durante a maior parte da cobertura midiática do caso e até pelos próprios advogados da defesa. Confesso que cheguei a me emocionar com muitas dessas cenas em que a promotora vê sua capacidade atacada por fatores incrivelmente irrelevantes, como por exemplo seu corte de cabelo, suas roupas e suas funções enquanto mãe.

Outro destaque fica por conta de Courtney B. Vance no papel de Johnnie Cochran, um dos advogados de defesa de O.J. Seu personagem intensifica um dos planos de fundo da série que é o forte racismo da sociedade norte-americana e como essas noções contaminam as instituições políticas e policiais. O preconceito racial é uma chaga que a sociedade norte-americana parece estar longe de superar e toda a dimensão desse problema social apresentado na série nos dá alguns sacolejos e nos apresenta também a perspectiva daqueles que sofrem com as ofensas e com a discriminação diariamente.



O. J Simpson é interpretado por Cuba Jr. que tem o melhor da sua atuação no segundo episódio “The run of his life”, mas no geral seu personagem é bem mediano. Robert Kardashian, amigo pessoal e advogado de Simpson - e pai da Kim, Kloe, Khourtney e Rob-, é interpretado por David Schwimmer, que para mim torna seu personagem mais interessante a partir do momento em que passa a viver o conflito entre duvidar que seu amigo de tanto tempo pudesse ter cometido os crimes e acreditar que as evidências da polícia eram fortes demais para serem ignoradas. O elenco conta ainda com John Travolta e Sterling K. Brown.

A primeira temporada da série é uma adaptação do livro The Run of His Life — the People vs. O. J. Simpson e ganhou 10 Emmys e dois Globos de Ouro. Os episódios estão disponíveis no catálogo da Netflix.


Cardápio

O que considerar na hora de fazer parte de um clube de assinatura?

00:07



Tendência que chegou ao mercado brasileiro em 2011 e vem se consolidando desde então, os clubes de assinatura online são releituras dos planos de assinaturas mensais comuns nas décadas anteriores. No entanto, os atuais trabalham como a surpresa como diferencial e atrativo para o negócio. E existem clubes que vão agradar todos os gostos e bolsos, mas no processo de escolha é preciso atentar para alguns fatores:

1- Custo x Benefício

Assinei a TAG Experiências Literárias esse ano

A relação preço versus o produto adquirido deve ser um dos primeiros itens a se levar em conta na assinatura e essa conta também deve incluir o frete para a sua região, já que o valor da maioria dos clubes do segmento não inclui o frete no preço da caixinha. Além disso, é preciso atentar para a qualidade do produto e para diferenciais dos itens enviados (exclusividade ou produtos que você não encontrará facilmente nas lojas da sua região).

2- Reputação da empresa

Na euforia muitas vezes descuidamos de um fator essencial para compras e assinaturas online: pesquisar a reputação da empresa junto aos seus consumidores. Mas com a quantidade de redes sociais e facilidade de acesso aos conteúdos esse geralmente é um processo bem rápido. A dica é procurar por comentários de pessoas que já assinam e podem confirmar a qualidade dos produtos e atentar também para facilidade de canais de atendimento ao assinante caso você tenha algum problema - a gente sempre torce pra que nada de ruim aconteça, mas se porventura acontecer é bom saber onde recorrer.

Para fãs de cinema e do universo Geek

3- Entrega

Outro ponto importante que você deve analisar na hora de escolher um clube de assinatura é verificar prazos e modalidade de entrega. Na pesquisa que fiz, verifiquei que a maioria das empresa utiliza os serviços dos Correios, mas já existem algumas que trabalham com transportadoras específicas. É bom sempre verificar a possibilidade de rastrear o seu pacote, assim você tem controle sobre o status de envio e entrega.

4- Assinatura mensal ou anual?

Grande parte dos clubes que oferecem assinaturas a longo prazo costumam oferecer descontos nos pacotes semestrais e anuais. Descontos são sempre bem-vindos, mas se você ainda não se decidiu completamente ou se a empresa for recente no mercado vale a pena assinar um mês e avaliar a sua experiência.



Desapego Literário

Vamos praticar o desapego literário?

00:45



Gosto de pensar que o sonho de todo leitor é construir a sua própria biblioteca. Dedicar um cantinho da casa especialmente aos livros e apreciar sua estante repleta de títulos, histórias, lembranças, personagens e viagens para terras exploradas apenas pela sua imaginação. Nessas minhas andanças pelo universo dos blogs literários percebi que estou cada vez mais certa, mas também me fez questionar até que ponto estamos dando mais valor a quantidade de livros em detrimento da qualidade dos mesmos.

Não me entendam mal ao utilizar a palavra qualidade, aqui qualidade não tem necessariamente relação com clássicos ou livros aclamados pela crítica, o substantivo representa os livros que te encantam, aqueles que você recomenda, cuja experiência de leitura foi única. Feitas as devidas explicações, prossigo. 

Percebi em mim mesma os sintomas do acúmulo literário: não abrir mão de livros que eu não gostei, que não tenho vontade de ler, que abandonei durante a leitura, e cuja única função é ocupar espaço na minha estante. Desapegar não é tarefa fácil - eu bem sei - afinal temos grande estima por livros em geral, livros que nem sabemos se vamos gostar, mas que só de vê-los nas livrarias nossos corações derretem. 

No entanto, ao olhar pra minha estante e ver esse títulos que não me trouxeram nada de bom me fez perceber que não faz o menor sentido mantê-los e que eu precisava passar adiante o que não me servia mais. E quando a gente resolve desapegar um mundo de possibilidades se abre. Você pode doar os livros que não deseja para os amigos, ou para uma biblioteca pública ou ainda trocar por outros livros que você deseje ler.

Trocas realizadas em 2016
A troca foi o caminho que escolhi para destralhar minha estante no primeiro momento. E, olha, deu super certo. Em 2016 aderi ao Skoob Plus e enviei cinco livros e até o momento solicitei quatro - vale ressaltar que todas as experiências foram bem sucedidas. As trocas me renderam Sagrada Família, O Grande Gatsby, Os Homens que não amavam as mulheres e A Revoada.

Se você nunca pensou a respeito que tal dar uma atenção a isso da próxima vez que organizar a estante?!


Clássico Infantil

Resenha: Peter Pan

00:25

Livro: Peter Pan | Autor: James Barrie | Editora: Zahar | Edição: Comentada e ilustrada | Nota: 5 de 5
Sinopse: "Todas as crianças crescem, menos uma." Como pó de fada, há cem anos essas palavras transportam os leitores para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca - Peter Pan, Sininho, os meninos perdidos, crocodilos, sereias, o capitão Gancho e seus piratas...
Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que, como Alice no País das Maravilhas, une gerações, contagiando também adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação.
Essa Edição Comentada e Ilustrada traz - o texto integral de J. M. Barrie, notas explicativas de Thiago Lins, apresentação da escritora Flávia Lins e Silva e ilustrações originais de F. D Bedford para a primeira edição de Peter Pan, em 1911.


Comentários

Todo mundo já ouviu falar da história do menino que não queria crescer e que por tanto não querer foi morar em um mundo encantado onde as crianças permanecem sempre crianças. A narrativa atemporal criada por James Barrie, que permeia o nosso imaginário desde a infância por ter sido amplamente adaptada para o cinema e teatro, é um frescor, um sopro de coisas boas em forma de texto literário.

A história começa na casa dos Darling, família composta pelo Sr. e Sra. Darling e seus três filhos: Wendy, João e Miguel. Enquanto a Sra. Darling é apresentada como uma mãe amorosa e esposa dedicada (um ideal para as mulheres da época), o Sr. Darling é descrito como um homem meio fraco nas suas convicções e sempre muito preocupado com que os outros vão pensar. Na casa dos Darling também mora a babá das crianças, Naná, uma cadela adorável e sempre muito preocupada com o bem estar de todos. No primeiro momento, Peter Pan é apresentado como uma espécie de fantasia das crianças, uma criatura que estava presente em seus sonhos. 

Mas o fato era que Peter foi atraído para a casa dos Darling a partir das histórias que a Sra. Darling contava para seus filhos antes de dormir. Um dia ao tentar sair dos quarto dos meninos, Pan perde sua sombra e precisa retornar para colocá-la no devido lugar. No dia do seu retorno os Darling tinham saído para um jantar e Naná estava presa na casinha do lado de fora. E em suas tentativas de pregar a sombra a seu corpo, Peter acaba acordando as crianças e as convence a ir junto com ele para a Terra do Nunca.

A partir daí o livro descreve as aventuras dos irmãos Darling, Peter Pan e dos meninos perdidos na Terra do Nunca, lugar que é apresentado pelo autor como mais ou menos uma ilha onde habitam piratas, índios, sereias, fadas. No entanto, ainda ao descrever o local, Barrie deixa claro que cada criança a percebe de um jeito diferente.

“...nós [adultos] também já estivemos lá; ainda podemos ouvir o barulho das ondas, mas nunca mais iremos desembarcar”

Apesar de possuir narração em terceira pessoa, o narrador conversa em diversos momentos com o leitor e até o tranquiliza em acontecimentos decisivos ao longo da narrativa. A escrita envolvente e a excelente caracterização dos personagens também contribuíram para minha grande identificação com a história. Ressalto aqui a explicação para a origem das fadas (uma das muitas passagens lindas e líricas desse livro): “ - Sabe Wendy, quando o primeiro bebê riu pela primeira vez, o riso dele quebrou em milhares de pedaços e todos eles saíram pulando, e esse foi o começo das fadas”.

A leitura é recomendada para todas as idades, pois apesar de ser um livro infantil algumas analogias e interpretações só conseguem ser alcançadas pelo olhar adulto. Deixo também minha menção ao excelente trabalho da editora em compor essa edição, o texto de apresentação de Flávia Lins e as notas de Thiago Lins enriqueceram a experiência de leitura. 



Desafio Literário

Projetos de leitura para 2017

02:27

Início de ano parece ser o melhor momento para fazer listas com metas e objetivos que pretendemos cumprir ao longo do ano novo. E como as leituras não podem ficar de fora dos planejamentos de todo bom leitor, aqui estou eu me comprometendo com alguns desafios e projetos relacionados ao mundo literário.

Ao analisar os meus últimos "anos literários" percebi que preciso diversificar os livros que leio e sendo assim me comprometi com a leitura de pelo menos cinco clássicos. Falei melhor sobre esse projeto aqui. Como dois desses clássicos que listei para 2017 são calhamaços - David Copperfield e O Conde de Monte Cristo - resolvi criar projetos de leitura independentes para cada um deles.

Em 2017 também pretendo dar um pouquinho mais de atenção ao Desafio Literário Rory Gilmore e atualizar a lista com os livros que li para esse projeto ano passado. Além desses projetos pessoais, quero participar do Desafio Miserável 2017, que propõe 14 categorias de leitura sem estipular meses específicos que cada livros deve ser lido, ou seja, dentro do proposto cada leitor vai fazendo o seu caminho.

Confesso que ainda não decidi os livros que lerei para todas as categorias, mas estamos trabalhando nisso (rsrs). Mesmo assim, aqui estão as categorias e as minhas escolhas:

1- Um livro do José Saramago: As Intermitências da Morte
2- Um autor negro: Lerei algum da Chimamanda Ngozi Adichie
3- Um livro asiático: Grito de Guerra da Mãe-Tigre (Amy Chua)
4- Terror: indefinido
5- Literatura Russa: Noites Brancas (Fiódor Dostoievski)
6- Literatura Alemã: Os Sofrimentos do Jovem Werther (


ano novo

Frame: Noite de Ano Novo

23:47


O primeiro post de 2017 é dedicado ao nosso minuto do cinema que é uma coluna que eu adoro. E a escolha para o primeiro frame do ano vem de um filme que tem tudo a ver com esse momento: Noite de Ano Novo (New Year's Eve).

Lançado em 2011 e dirigido por Garry Marshall, o enredo do filme se passa em Nova York durante o dia 31 de dezembro e apresenta inúmeras histórias paralelas cujo ponto de intersecção está na noite de ano novo.



"Às vezes, parece que há muita coisa no mundo que não podemos controlar: terremotos, enchentes, reality shows. Mas é importante lembrar das coisas que podemos, como o perdão, segundas chances, recomeços. Porque o que transforma este mundo de solidão em um lugar bonito é o amor. O amor, em qualquer de suas formas. O amor nos dá esperança. Esperança de um ano novo. Isto é o ano novo para mim. Esperança e uma boa festa".

Se você se interessou e ficou com vontade de conferir o filme ele se encontra disponível no catálogo da Netflix.