[Resenha]: Ligeiramente Casados (Mary Balogh)

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Título: Ligeiramente Casados | Autora: Mary Balogh | Editora: Arqueiro | Edição: 1 | Nota: 

Sinopse: Os Bedwyns #1 - À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.

Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.

Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.

Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...

Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

*Livro cedido pela editora para resenha

Comentários

"- A senhora não deve de forma alguma desejar que fiquemos perto um do outro por mais do que um dia, tia Mari - falou Eve, irritada - Seria intolerável." 
Página 63

É bem verdade que os romances de época têm uma fórmula pronta, que geralmente envolve um romance, um impedimento a esse romance e um final feliz. No entanto, a consciência dessa estrutura não impede que vez ou outra a gente encontre uma narrativa bem original. E foi essa originalidade que me encantou em Ligeiramente Casados, da Mary Balogh.

A narrativa tem início no final de uma batalha entre França e Inglaterra na era napoleônica. Ao percorrer uma das áreas de batalhas e contar as perdas de seu exército, o coronel lorde Aidan Bedwyn encontra o coronel Percival Morris a beira da morte. Por ter sido salvo por Morris em outro momento, Aidan se ver no dever de perguntar o que poderia fazer por Morris e o último pedido do oficial foi proteção de sua irmã, custe o que custar.

A partir de então Aidan segue em direção ao Solar Ringwood, propriedade da irmã de coronel Morris, Eve, para dar a notícia da morte do irmão e se colocar a disposição para o que fosse necessário. Por ser orgulhosa, Eve declina de toda iniciativa de ajuda oferecida por Bedwin e o assegura que tudo está bem. No entanto, lorde Bedwin acaba descobrindo, meio que por acaso, que a jovem está prestes a perder sua propriedade e toda a sua fortuna, e que a única possibilidade de salvar suas posses era por meio do casamento antes do primeiro aniversário de morte do pai. 

Aidan não é um daqueles mocinhos avessos ao casamento, mas esperava no mínimo casar com alguém que pudesse acompanhar sua vida militar. No entanto, o seu senso de responsabilidade e fidelidade à promessa fazem com que ele proponha a Eve um casamento de conveniência – assim ela seria capaz de manter sua fortuna e ele cumpriria a promessa. A ideia do coronel era casar, garantir a estabilidade da moça e depois partir e nunca mais encontrá-la, também fazia parte dos planos de Aidan que sua família não soubesse do enlace. 

Já é de se imaginar que quase nada do que foi planejado seguiu o rumo esperado. Uma série de acontecimentos faz com que o convívio dos dois seja bem maior do que o previsto e eles acabam descobrindo afinidades e se sentindo atraídos pelo outro. Nesse relacionamento é muito interessante observar como a personalidade dos personagens principais é bem distinta. Eve é sentimental, teimosa, orgulhosa e de maneira alguma se deixa intimidar por homens ou convenções sociais. Também é muito solidária, fato que a faz cuidar de uma grande quantidade de “incapazes”. Aidan é mais sério e bem rígido quanto a algumas convenções e por ser de uma família nobre ele traz em si até alguns preconceitos. 

Logo no primeiro parágrafo mencionei que Mary trouxe certa originalidade a Ligeiramente Casados. Meu argumento se justifica pelo fato da autora nos apresentar uma narrativa sem libertinos (algo muito comum nos romances de época) e por construir uma história a partir do casamento e não voltada para ele. Se ainda não ficou claro, essa é uma leitura mais que recomendada principalmente para os fãs do gênero.  

Érika Rodrigues                                                                                                                                                                                            

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3 comentários

  1. Érika, uma boa dose de originalidade é algo extremamente positivo neste gênero, uma vez que ele é sempre tendencioso e previsível. Achei a proposta muito bacana, sua resenha ficou ótima, e diante de tantos outros comentários (em off) feitos por você, fica difícil não querer ler. *u* Tô doida pra saber o que você vai achar do segundo livro...

    Beijos,
    Fran
    www.universoliterario.com.br

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  2. Uma das minhas últimas leituras foi esse livro e ai, vi que o estilo não é pra mim kkkk

    Beijos

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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  3. Érika,

    Já tinha lido sobre esse livro, mas nada que me deixasse com tanta vontade de lê-lo, você me convenceu e muito, já entrou para a lista de desejados! Ótima resenha.

    Beijos
    Dani Cruz
    http://blog-emcomum.blogspot.com.br/

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