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[Palavras do mês]: O que li em Novembro

13:45




Olá leitores!

Mais uma vez a correria da faculdade, estágio e pesquisa científica me deixaram com pouco tempo para fazer muitas leituras. No entanto, os dois livros que consegui ler no mês de novembro me deixaram extremamente satisfeita. 



Aprendendo a Seduzir – Patricia Cabot

Essa leitura foi realizada para o nosso mês temático sobre romances de época. Gostei bastante da narrativa, que é engraçada e misteriosa ao mesmo tempo. Ainda não tinha lido nada da Patricia (Meg) Cabot e essa história de fato me surpreendeu. Confira meus comentários na resenha que já está publicada no blog.








A Probabilidade Estatística do Amor a Primeira Vista - Jennifer Smith

Comentários: Sem palavras pra descrever o quanto eu adorei esse livro e como ele me rendeu uma bela de uma ressaca literária (haha).
A história é leve, tem romance, tem drama, tem comédia e tudo acontece em praticamente um dia. Fiquei encantada com a forma honesta que a autora desenvolveu essa narrativa. A resenha será publicada em breve, mas já adianto que essa é uma leitura mais que recomendada.




Érika Rodrigues

Clássicos

[Repasse Literário]: Resenha 'O Grande Gatsby'

20:52

Olá leitores!

A postagem de hoje é fruto da segunda edição do Repasse Literário, que é um concurso cultural promovido pelo Clube do Livro Sergipe do qual eu faço parte. A ideia é selecionar, por meio de sorteio, três leitores para realizar a leitura de um livro escolhido e posteriormente escrever uma resenha emitindo sua opinião. Ao final, quem tiver a resenha mais votada entre os organizadores do concurso ganha um exemplar do livro lido. 

Abaixo você pode conferir os comentários da Gabriella Melo, ganhadora da primeira edição do nosso concurso


“E, assim prosseguiremos, barcos contra a corrente, incessantemente atraídos para o passado”. (Trecho do livro que consta na lápide de Francis Scott Key Fitzgerald)

Falar deste livro não é nada fácil. Estou há quase três dias buscando palavras para descrever minha experiência com esta leitura e ainda me faltam adjetivos cabíveis, porém, acredito que uma palavra encaixa-se perfeitamente na situação: original.

De todos os livros que li este é o que mais se diferencia, tanto pela linguagem utilizada na narrativa quanto pela história em si. O autor, F. Scott Fitzgerald, abusa de termos que considero um tanto “dramáticos e extravagantes” como os citados no seguinte trecho: “(...) e a poeira asquerosa que flutuava no rastro dos seus sonhos que trancaram temporariamente meu interesse pelos abortivos sofrimentos dos homens e pelos seus júbilos pouco arejados.” (Cap. 1 – pág. 9), porém, apesar de toda essa pompa e circunstância, a leitura flui muito bem e como o livro é curto (a edição que li possui apenas 117 páginas) o leitor mal percebe quando chega ao fim.

Toda a narrativa é contada através dos olhos de Nick e os fatos se passam no verão de 1922 em Nova York e no litoral de Long Island. Nick Carraway, um homem bastante reservado, muda-se para West Egg com o intuito de aprender o negócio da família (a venda de títulos). Sua casa, como ele mesmo fala, “ficava espremida entre mansões enormes” e o dono de uma dessas mansões era o famoso Jay Gatsby. Em East Egg, do outro lado da baía, morava a prima de Nick, Daisy Buchanan e seu marido jogador de polo, Tom Buchanan. Gatsby promovia festas colossais em sua mansão e no desenrolar da história descobrimos o porquê de toda essa folia. Ele e Nick iniciam uma amizade que mostra-se fundamental, especialmente no fim do livro e... Não contarei mais nada, pois espero que vocês procurem esse livro e leiam. ;D

F. Scott Fitzgerald escreveu uma história como forma de crítica ao popular “sonho americano”, onde todos desejavam ser ricos e da alta sociedade, às extravagâncias e exageros presentes no cotidiano de tais pessoas, também aborda temas como a Primeira Guerra Mundial, o contrabando de bebidas característico na época e sem deixar de fora a luxuosa “Era do Jazz”.

Recentemente li uma frase na internet e agora percebo como ela resume perfeitamente a história do livro: “Tem gente que é tão pobre, mas tão pobre que só tem dinheiro”. Leiam para descobrir porque estou falando isso.

Sendo este um dos melhores livros que li, arrisco afirmar que O Grande Gatsby não era o livro que eu queria e muito menos o livro que eu imaginava, mas com certeza foi o livro que eu precisava.



por Gabriella Melo