Arqueiro

Palavras de março #2

17:42

tumblr

Essa é a segunda parte da minha listinha de livros lidos no mês de março. Se você não leu a primeira parte é só clicar aqui. Ao todo, consegui finalizar a leitura de sete livros. Alguns já têm resenha aqui no blog e outros, pretendo fazer resenha em breve.

Leituras de março



A garota que você deixou para trás – Jojo Moyes 

Essa foi a minha terceira experiência com a obra da Jojo e foi mais um livro excelente. O livro conta a história de duas mulheres separadas por quase um século. Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. 

Eu sou fã da Jojo Moyes então sou suspeita pra falar, mas o livro é incrível. Não vou me aprofundar nos comentários porque pretendo fazer a resenha em breve. Por enquanto você pode conferir as resenhas dos outros livros da autora: A última carta de amor e Como eu era antes de você



O Duque e eu - Julia Quinn

Depois de algumas leituras intensas, entrei de cabeça na série ‘Os Bridgertons’ e me encantei com os personagens e o universo contruído por Julia Quinn. O primeiro livro da série conta as peripécias amorosas de Daphe e Simon, o duque de Hastings. Este livro também funcionou como uma apresentação dos demais personagens que terão papel principal nos outros livros da série. Para saber mais sobre essa leitura leve e divertida é só dar uma olhadinha na resenha clicando aqui







O Visconde que me amava - Julia Quinn 

Como a leitura do primeiro livro da série me deixou encantada e eu já tinha o segundo livro na minha estante, resolvi me debruçar na história de Anthony – o mais velhos dos irmãos Bridgertons. Esse foi, dentre os livros da série que já foram publicados pela editora Arqueiro, o que eu mais gostei. 

A narrativa está centrada em mais uma temporada de bailes em que como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. 

Como pretendo fazer resenha em breve não vou dar tantos detalhes sobre os aspectos do enredo e dos personagens. 


Um Perfeito Cavalheiro – Julia Quinn 

Finalizei as leituras de março com o lançamento e continuação da série Os Bridgertons – é gente eu adoro romance de época!-. No terceiro livro, em que Benedict ocupa o papel de destaque, temos uma espécie de releitura do clássico ‘Cinderela’. 

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. 

Em breve também terá resenha do livro aqui no blog.


O que acharam do post? Já leu algum desses livros? 


Érika Rodrigues

Literatura

Palavras de março #1

17:25

tumblr


Olá leitores,

Hoje resolvi criar um espaço para compartilhar o que eu li em cada mês. A coluna se chama 'Palavras do mês' e apresentará um resumo dos livros que eu tive a oportunidade de ler a cada 30 dias.

Como já comentei por aqui, as minhas férias aconteceram exatamente (e finalmente) no mês três, e sendo assim deu pra tirar bastante livro da estante e aproveitar o recesso das atividades acadêmicas para me jogar com tudo no mundo literário.

Ao todo, consegui finalizar a leitura de sete livros. Alguns já têm resenha aqui no blog e outros, pretendo fazer resenha em breve. Como o post ficou enorme resolvi dividir em duas parte. Vamos aos livros:

Livro lidos em março



Quando Você Voltar – Kristin Hannah

Comecei o mês finalizando meu primeiro contato com a obra da Hannah. Eu não conhecia a autora e este livro foi indicação (e um verdadeiro presente) da nossa parceira Fran, do Universo Literário

A narrativa conta a história de Jolene, piloto de helicóptero do exercito norte americano, e Michael, advogado, que estão passando por uma crise no casamento após 12 anos de união. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Até que Jolene é convocada para a guerra e ele se vê obrigado a ocupar papel central na família.

O que se segue é um ótimo e intenso conflito familiar permeado pelas dificuldades e traumas causados pela guerra. Vale destacar o trabalho de pesquisa da autora. Um livro excelente! Recomendo a leitura.

Quem é você, Alasca? – John Green

A minha segunda leitura do mês também representou um primeiro contato com o autor, que dessa vez foi o aclamado John Green. Como expliquei na resenha, resolvi começar por esse livro porque foi o título que mais me chamou a atenção. 

O enredo conta a história de Miles Halter, um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Adorei o livro e pra quem quiser saber mais é só dar uma olhadinha na resenha clicando aqui.


O lado bom da vida - Matthew Quick

Em seguida foi a vez de fazer a leitura de um título que já estava há muito tempo na minha estante, O lado bom da vida. A história criada por Matthew Quick gira em torno de Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. 

Bem, eu não gostei do livro, mas pretendo explicar melhor na resenha que será publicada na primeira semana de abril.

O post continua...



Érika Rodrigues

Arqueiro

[Resenha]: O Duque e eu (Julia Quinn)

19:11

Título: O duque e eu | Autora: Julia Quinn | Editora: Arqueiro | Edição: 1 | Páginas: 288 | Nota: 4 de 5

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.



Comentários


"- Sabe, eu achava que você ainda não tinha se casado porque seus irmãos haviam assustados todos os pretendentes, mas agora me pergunto se não fez isso sozinha."

Página 76

‘O Duque e eu’ é o romance de abertura da série ‘Os Bridgertons’ escrita pela Julia Quinn. Como é comum na maioria dos livros que dão início a séries, este traz, além da trama principal, uma grande apresentação dos demais membros da família que serão destaque ao longo dos outros livros. A trama desenvolvida por Quinn se enquadra no gênero ‘Romances de Época’. 

No livro, acompanhamos a história de Daphne – a mais velha dentre as mulheres. O ambiente é caracterizado pela grande temporada de bailes e eventos sociais em que moças e rapazes em idade para casar são apresentados e podem vir a desenvolver um romance. Daphne está participando da temporada de bailes pelo segundo ano, e embora seja considerada uma moça bonita ainda não havia recebido propostas decentes de casamento.

Em um desses bailes Daphne conhece Simon, o duque Hastings. O duque era bonito, rico e solteiro, porém tinha a fama de ser um dos maiores libertinos que Londres já vira. O encontro entre os dois é no mínimo inusitado já que Daphne não faz a linha “bonequinha”, tem uma personalidade forte e é bastante sagaz. 

Mesmo no início, a química entre Simon e Daphne é algo bastante presente, embora os dois tenham certa consciência de que um romance entre eles não seria algo possível. Primeiro Daphne era irmã de um grande amigo de Simon – Anthony – e depois por que os dois tinham planejamentos de vida divergentes, enquanto Daphne sonhava com um casamento e uma família grande, o duque tinha jurado não se casar.

O desenrolar da história segue muitos dos clichês característicos dos romances de época, no entanto a previsibilidade de alguns acontecimentos não atrapalha a narrativa. A grande sacada da história que Julia Quinn construiu está no próprio desenvolvimento da história e não em um final surpreendente.


"O que quer que fosse, não era feito de palavras, frases ou pensamentos conscientes. Era como se ela estivesse rodeada de cores. Tons de vermelho e amarelo, e uma mistura de laranja na qual ela e Simon se encontravam. Puro sentimento e instinto. Era isso. Nenhuma razão, nenhuma lógica, nada remotamente racional ou sensato.”

Página 164



Sobre a estrutura

A história é narrada em terceira pessoa e a autora consegue construir o enredo nos mostrando o ponto de vista de Daphne e de Simon sobre os acontecimentos. A linguagem é bem dinâmica e muito bem humorada o que com certeza contribui para uma leitura rápida. O carisma dos personagens também é algo que deve ser salientado, mesmo daqueles que ocupam posições secundárias no enredo, como é o caso de Violet – a matriarca dos Bridgertons.

Os capítulos possuem tamanho mediano e apresentam ótimas deixas para os capítulos seguintes, como, por exemplo, as crônicas da sociedade de Lady Whistledown. O início de cada capítulo traz uma dessas crônicas que nos dizem algo sobre o que será desenvolvido em seguida. O mais legal nesse caso é que nem os próprios personagens conhecem a cronista de fofocas que parece ter informantes em todas as casas de Londres. 

Mesmo sendo uma série centrada na família Bridgerton, o prólogo desse primeiro livro é dedicado a infância de Simon Basset. Achei a escolha da autora muito oportuna já que nos permite conhecer melhor o personagem e entender a razão de algumas de suas convicções.



Demais personagens


Como falei anteriormente ‘O Duque e eu’ é um livro de apresentação, e sendo assim conhecemos um pouquinho de cada um dos sete irmãos de Daphne e da personalidade de sua mãe (Violet). Dentre os personagens secundários, o que ganha maior destaque é Anthony – protagonista de’ O Visconde que me amava’, segundo livro da série.



Érika Rodrigues

Cardápio

A corrente literária do bem

18:35

Arquivo (Esqueça um livro)



Idealizado pelo paulista Felipe Brandão, o projeto “Esqueça um livro” pretende estimular o desapego literário e fomentar a leitura de uma forma inusitada e divertida a partir da seguinte premissa: “Você esquece um livro e compartilha conhecimento. Quem encontra, leva pra casa e depois esquece também. Assim o conhecimento se espalha”. 

Felipe segue na contramão da maioria dos leitores que desejam ter uma enorme estante repleta de livros. Para o jornalista, que também trabalha no marketing de uma editora, não há sentido em manter uma grande quantidade de livros já lidos na estante de casa. Sendo assim, optou por “abandonar” alguns livros em locais públicos (como ônibus, estação do metro) da cidade de São Paulo, dando origem ao projeto “Esqueça um livro”.

Arquivo (Felipe Brandão)
Em sua página pessoal, Felipe Brandão explica que “A ideia é inspirada no conceito de BookCrossing, criado nos EUA no começo dos anos 2000. Combinando leitura e urbanidade, o conceito convida os leitores a deixar um livro em local público, para que outra pessoa o encontre, o leia, e volte a abandoná-lo, ampliando assim o acesso à leitura”.

A forma criativa eleita pelo jornalista para compartilhar conhecimento e se desapegar dos livros vem rendendo bons frutos. De acordo com o idealizador, não é possível mensurar a quantidade exata de livros que já foram esquecidos, mas o número deve ultrapassar os dois mil exemplares. A iniciativa também inspirou leitores de outras cidades a dar seguimento com a corrente literária do bem, como é o caso da cidade de Maceió. 


Conheça mais sobre o projeto: Facebook | Blog


Érika Rodrigues

indicações

Indicações para a sua estante #6

16:33


O Ano da Leitura Mágica - Nina Sankovitch

Um desafio: ler um livro por dia durante um ano. Você aceita? Essa foi a promessa que Nina Sankovitch fez a si mesma. Após perder a irmã mais velha para o câncer, e embora precisasse cuidar dos quatro filhos e lidar com os percalços que fazem parte do cotidiano de uma grande família, Nina cria uma jornada para si mesma: ler um livro por dia durante um ano inteiro. Nesse verdadeiro sonho literário, nossa heroína descobrirá que o ano de leitura mágica mudará tudo ao seu redor e que os livros são uma ótima terapia. O ano da leitura mágica também conta a história da família Sankovitch: o pai de Nina, que escapou da morte por um triz na Bielo-Rússia durante a Segunda Guerra Mundial; os quatro ruidosos filhos, que lhe recomendavam livros ao mesmo tempo que a ajudavam a cozinhar e a limpar a casa; e Anne-Marie, sua irmã mais velha e inspiração, com quem Nina compartilhou os prazeres da leitura, mesmo em seus últimos momentos de vida.



A Ditadura Envergonhada - As Ilusões Armadas - v. 1 - Elio Gaspari

Em 1984, o jornalista Hélio Gaspari ganhou uma bolsa de três meses do Wilson Center for International Scholars. Sua intenção era escrever um ensaio cujo título já estava definido: "Geisel e Golbery, o Sacerdote e Feiticeiro". Em cerca de cem páginas, Gaspari pretendia explicar por que entre 1974 e 1979 o ex-presidente e o chefe do seu gabinete Civil desmontaram a ditadura militar, quando na década anterior, entre 1964 e 1967, haviam ajudado a construí-la. A convicção de que bastariam cem páginas foi abandonada; dezoito anos depois, o que era um ensaio se transformou em cinco livros. Em A Ditadura Envergonhada, o leitor vai encontrar um minucioso relato do golpe de 1964, com seus lances de acaso e improvisos, a luta pelo poder nos primeiros anos do governo militar, a criação do SNI e os bastidores da elaboração dos primeiros atos institucionais, até a edição do Ato Institucional nº5 , em dezembro de 1968, e a famosa aula de tortura de outubro de 679, dada por um tenente no quartel da Vila Militar no Rio de Janeiro, quando a ditadura deixa de se envergonhar de si própria.
# Esta obra trata-se do primeiro livro da coleção e primeiro volume da série As Ilusões Armadas



Recomeço - Cat Patrick

Tudo começou com um acidente de ônibus. Daisy Appleby era pequena demais para lembrar — tem apenas flashes do acidente que a matou, e de ter sido trazida de volta à vida. A partir daquele momento, ela se tornou uma das catorze crianças que fazem parte de um programa secreto do governo que visa aprovar um novo medicamento: o Recomeço. Daisy já morreu algumas vezes, e a cada morte ela recebe um novo sobrenome, vai para uma nova cidade e ganha uma nova história. A única constante em sua vida é a própria inconstância. Ao conhecer Matt e Audrey, seus primeiros amigos de verdade, após sua quinta morte, ela tenta criar raízes em mais um lar e começa a descobrir segredos sobre o programa Recomeço. Quanto mais informações vêm à tona, mais Daisy percebe que não passa de um peão em um jogo sinistro, que pode revelar que seu mundo — e tudo no ela que acredita — é uma grande mentira.



Um Perfeito Cavalheiro - Familia Bridgerton - Livro 03 - Julia Quinn

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica



Então, o que acharam das nossas indicações para o mês de março? Já leu algum desses 
títulos? 

Érika Rodrigues

Desafio

Desafio Literário: The Rory Gilmore book challenge

20:09


Olá leitores,

A postagem de hoje tem por objetivo anunciar minha participação em mais um desafio literário. Quem se lembra do seriado Gilmore Girls (para quem não lembra tem sinopse no fim da postagem)? Acredito que essa foi a primeira série que efetivamente acompanhei até o último capitulo. Dente as várias referências à cultura pop incorporadas na trama da série, também era possível acompanhar os hábitos de leitura de Rory Gilmore, uma das protagonistas.

Rory aparecia com um livro em praticamente todos os episódios e ainda existem algumas controvérsias sobre a quantidade de livros que ela leu ao longo das sete temporadas. Há poucas semanas vagando pela blogosfera descobri que tem um desafio literário que propõe fazer as leituras realizadas pela personagem e pensei: por que não?

Ao todo são mais de trezentos livros - isso mesmo mais de trezentos livros! – por isso não estou estipulando um prazo para ler tais títulos. Também há aqueles que já li (como ‘O Retrato de Dorian Grey’ e ‘Cem anos de Solidão’) e alguns que até o momento não tenho muita vontade de ler; por isso esse desafio será bem flexível. 

Quando fizer a leitura de alguma obra que conste na lista de livros da Rory, sinalizarei na resenha. Posso adiantar que o primeiro livro do desafio será ‘A Sangue Frio’ do Truman Capote.



Sobre Gilmore Girls

A série conta a história do cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore e sua filha Lorelai "Rory" Leigh Gilmore que vivem no pequeno povoado fictício de Stars Hollow, em Connecticut, pequena cidade com muitos personagens peculiares e localizada cerca de trinta minutos de Hartford. A trama explora diversos assuntos como família, amizades, conflitos geracionais e classes sociais.

Gilmore Girls tem como características os diálogos rápidos com poucas pausas, as frequentes referências da cultura popular e política e comentários sociais, manifestado mais claramente no difícil relacionamento de Lorelai com seus pais de alta sociedade.





Alguns livros do desafio

1984 – George Orwell

The Adventures of Huckleberry Finn – Mark Twain

.Alice in Wonderland – Lewis Carroll

The Amazing Adventures of Kavalier & Clay – Michael Chabon

An American Tragedy – Theodore Dreiser

Angela’s Ashes – Frank McCourt

Anna Karenina – Leo Tolstoy

Anne Frank: Diary of a Young Girl – Anne Frank

Archidamian War – Donald Kagen

The Art of Fiction – Henry James

The Art of War – Sun Tzu

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Mrs. Dalloway by Virginia Woolf




E então o que acharam do desafio?

Érika Rodrigues

Literatura

[Resenha]: Quem é você, Alasca? (John Green)

18:13

Título: Quem é você, Alasca? | Autor: John Green | Editora: Martins Fontes | Edição: 1a   | Páginas: 229 | Nota: 5 de 5 


Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez". 






Comentários 


“Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia.” 
Página 55


‘Quem é você, Alasca?’ foi, digamos assim, a minha iniciação a obra de John Green; e ao final da leitura posso dizer que começamos com o pé direito. O motivo de ter esse livro como ponto de partida e não o aclamado ‘A culpa é das estrelas’ – que pretendo ler em breve – se deve ao próprio título, que capturou minha atenção. 

No livro acompanhamos a história de Miles (ou Gordo), um adolescente tímido, ingênuo e sem amigos, que resolve ir à busca do seu ‘Grande Talvez’. Para isso Miles acredita que é preciso deixar a sua zona de conforto e decide mudar para uma nova escola – no modelo de internato – em outra cidade. Tal mudança é encarada como uma virada de perspectiva na vida do protagonista e como uma oportunidade de fazer amigos e amadurecer. Um aspecto interessante sobre Miles é o seu apreço pelas últimas palavras de pessoas notáveis, razão que o faz ler várias biografias a fim de descobrir o que os biografados disseram antes de morrer. 

Em Culver Creek – a nova escola de Miles – somos apresentados a Chip (ou Coronel), seu companheiro de quarto, e a Alasca – uma garota bonita e inteligente que é conhecida na escola como a fornecedora de produtos proibidos. A amizade entre Miles e os dois veteranos vai sendo construída aos poucos a partir das situações que os três vivenciam juntos. 

Chip é um garoto baixinho e engraçado, que preza por valores como a lealdade entre os amigos e vive cheio de ideias mirabolantes para trotes. Alasca é provavelmente a personagem mais complexa do livro e apesar de não ser a personagem principal, acaba roubando a cena em alguns momentos. Sempre envolvida em uma atmosfera meio misteriosa, tanto para Miles quanto para o leitor, a personagem oscila entre a natureza inconsequente típica da idade e algumas reflexões mais profundas. Juntam-se, ainda, ao grupo, o japonês Takumi e Lara – garota que Alasca pretende tornar a primeira namorada de Miles. 

Todos os personagens são muito bem construídos e John Green soube utilizar as peculiaridades de cada um para abordar temas como as relações de amizade, o amor, a sexualidade, as decepções, alegrias, tristezas, inseguranças e instabilidades tão presentes na adolescência. 



“Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva eu seria garoa e ela, um furacão."

Página 91


Sobre a estrutura 

O livro é narrado em primeira pessoa – sob a ótica de Miles – e apesar de não ser o meu modelo de narração predileto, acredito que funcionou bem nesse caso. 

Os capítulos não são longos e apresentam ótimos ganchos para o posterior. Um aspecto interessante está na própria sinalização dos capítulos que apresentam uma contagem decrescente, no início (exemplo: “Cento e trinta e seis dias antes”), até o clímax da história. Tal recurso cria certa expectativa e talvez até uma ansiedade por saber mais a respeito da narrativa. No geral o livro é dividido em ‘antes’ e ‘depois’. 



Eu e minhas digressões 


A narrativa de ‘Quem é você, Alasca?’ me fez lembrar muito do enredo do filme ‘Clube dos Cinco’ (no original ‘The Breakfast Club). No clássico dos anos 80, dirigido por John Hughes, cinco adolescentes ficam confinados no colégio em pleno sábado, em virtude de terem cometido pequenos delitos, com a atribuição de escrever uma redação sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos.




Érika Rodrigues

Cardápio

Frame - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

01:14



Olá leitores,

O frame de hoje é extraído do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A produção francesa tem diálogos riquíssimos e uma fotografia linda, também vale a pena ficar de olho na trilha sonora.


"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo, seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus."



Conheça um pouco sobre o filme


Sinopse: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.






O que acharam da nossa sugestão? Já conheciam o filme?


Érika Rodrigues

Leya

[Resenha]: No meu peito não cabem pássaros (Nuno Camarneiro)

16:43

Título: No Meu Peito não cabem pássaros

Autor: Nuno Camarneiro

Editora: Leya

Edição: 1a

Páginas: 192

Nota: 5 de 5

Sinopse: Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de Nova York a um rapaz misantropo que chega à Lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilômetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo gênio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles. Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, o livro é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens. 







Comentários



“Se eu quisesse juntava-me a ti e seria mar também. Mas não quero, ainda não. Tenho os meus deuses pra inventar e acredito ainda em cores que não são tuas.” 
Página 16



Meu interesse pela obra pautada surgiu através do título – acho que já devo ter mencionado aqui no blog que tenho certo encantamento por alguns títulos e mesmo sem saber nada sobre livro resolvo conhecer a obra, e com ‘No meu peito não cabem pássaros’ não foi diferente. A obra de estreia do Nuno Camarneiro constrói-se a partir das brechas das biografias de Fernando Pessoa, Borges e Kafka (através de um de seus personagens).



O livro apresenta as três histórias de formas paralelas por meio de capítulos curtos – no máximo duas páginas – tendo como ponto em comum a queda de um cometa. Os capítulos são sinalizados pelas cidades em que os personagens se encontram (Lisboa, Nova York e Buenos Aires) e apesar de curtos são extremamente ricos e densos.


Em Lisboa conhecemos Fernando – personagem baseado em Fernando Pessoa e confesso que foi o único que consegui decifrar sem o auxílio de uma pesquisa posterior – um jovem que acabara de perder a irmã e vai para Lisboa morar com uma tia. Seus dias na nova vida são permeados por uma enfermidade que dentre outras consequências, permitiu que o personagem se descobrisse como poeta. A delicadeza e a densidade de Nuno são emprestadas as cartas e escritos do personagem.

Em Nova York somos apresentados a Karl, imigrante, que devido a dificuldades financeiras se submete a quase todo tipo de trabalho – desde limpador de vidros a vendedor de Bíblias. Através desde personagem, somo levados para uma Nova York solitária, expressa pelos conflitos de Karl com os trabalhos e ausência de amigos e relações pessoais.

Jorge – inspirado em Jorge Luís Borges – nos é apresentado em Buenos Aires ainda criança. O destaque do personagem está na imaginação fértil e na relação com os familiares. Por meio de suas invenções acompanhamos o universo simbólico e os significados criados pelo personagem.

Dos três personagens tive maior identificação com Fernando, talvez pela proximidade que tenho com a obra de Fernando Pessoa. No entanto, a profundidade das descrições de Nuno nos permite adentrar os mundos particulares de cada um dos autores que ele pretendeu homenagear. ‘No meu peito não cabem pássaros’ é pura poesia em forma de prosa. É um livro de estreia primoroso que deve ser lido por todos aqueles que gostam de literatura e por que tem alguma familiaridade com os autores homenageados.


“Pode um homem voltar pela exata razão por que partiu. Pode o prelúdio ser coda de uma história mal contada. Pode a vida começar de um lado e ir para outro igual, numa simetria de plano invisível desenhado por mão nenhuma. De um porto parte-se e torna-se, de outro chega-se e parte-se, apenas o mar vê sempre o mesmo, homens a ir. Homens que vão de um lugar para outro para verem de que absurdo se faz o mundo todo, homens que caminham tanto para saberem tão pouco.” 
Página 176


Érika Rodrigues