Arte

A outra história

09:00

Imagem: Alex Simpson

A Disney segundo Alex Simpson não foge à regra de toda sua produção. Alguns segundos com os olhos em poucas pinturas são bastante para perceber o peso contido nas aquarelas do ilustrador. Você pode conferir outros trabalhos - têm esculturas também! - no flickr do artista.

Música

Só para os fortes

02:32

Arte do encarte Cadafalso (Imagem: OESTUDIO)
A voz e violão de MoMo estão registrados agora em versão audiovisual da faixa que intitula seu novo disco, Cadafalso, lançado este ano. O clipe convida a passear pelo cadafalso. No escuro, o isolamento e a claustrofobia causada pelas sombras, que parecem comprimir ou engolir o sujeito, revelam muito mais que a música. A lógica de todo o álbum é exposta numa linguagem visual melancólica, intimista e  até angustiante.




O quarto trabalho do cantor é mais um daqueles do cenário musical a estar disponível para download gratuito e streaming, basta acessar a página oficial momomusica.

MoMo, codinome de Marcelo Frota, lançou "Estética do rabisco" (2006), "Buscador" (2008) e "Serenade Of A Sailor" (2011). Em 2005 era um dos seis músicos a formar a banda Fino Coletivo, entre eles o cantor Wado com quem a parceria se estende até 2013 pelas composições Cadafalso, Sozinho e Copacabana.

Clube do Livro

Clube do Livro – Setembro

11:13

Divulgação

A próxima edição do clube do livro estará repleta de romantismo e lágrimas. Isso porque as obras de Nicholas Sparks serão tema do encontro que acontece nesta sexta-feira, 20 de setembro, às 18 horas na Livraria Saraiva do Shopping Riomar (Aracaju).

Os românticos de plantão não devem perder a oportunidade discutir, conhecer e trocar informações com outros fãs do gênero. Quem ainda não se aventurou na obra do Sparks, mas gosta de literatura, também deve marcar presença já que o grupo Coquetel Literário vai apresentar oito livros do autor, dentre eles ‘Um Amor para Recordar’, ‘O Casamento’, e ‘Querido John’. E quem sabe esta não é uma oportunidade de se aventurar em novas estéticas literárias?!

Só para reforçar o encontro acontece no dia 20/09, às 18h, na Saraiva Riomar. Para quem ainda não conhece o Clube do Livro de Sergipe pode encontrar informações no facebook e no twitter

Cinema

É uma revolta? Não, é uma revolução.

09:00

Cena de Laurence Anyways (Divulgação)

Ver "Amores Imaginários" despertou minha curiosidade para as matérias que em 2012 divulgavam "Laurence Anyways", o novo trabalho de Xavier Dolan, o diretor badalado do momento. Lembro que, além do nome na direção, chamaram a atenção também a fotografia e os comentários negativos sobre a duração do filme. Hoje, 2013, vi título, capa e nome do diretor e pensei: "será que é o badalado?". Arrisquei a sinopse e esta foi a gota d'água para a vontade de assistir transbordar. Lá para mais da metade do longa-metragem reconheci que este era o filme dos comentários que li em 2012. As críticas não exageravam, já o diretor... 

Justifico a demora - 159 min de filme - como a  forma de contar basicamente a história de duas vidas, ambas de Laurence Alia (Melvil Poupaud), protagonista. Ele é professor, vive com Fred (Suzanne Clément), uma publicitária com quem tem um relacionamento amoroso, e revela no seu aniversário de 30 anos a necessidade de se mostrar como "ela". A história é composta pelas idas e vindas do casal tentando manter o equilíbrio da relação ao aceitar a transformação de Laurence, que passa a se apresentar socialmente como mulher e manter sua orientação sexual como heterossexual.


Dolan extrapola não só na duração. Algumas composições e trajes de cenas são afetados também, fazendo lembrar que nem todo kitsch tem sotaque espanhol. Contudo, o exagero em "Laurence Anyways" não diminui a obra, repleta de texturas, simbolismos (borboleta saindo da boca de Laurence; a "chuva" que cai sobre Fred dentro de sua sala de estar; as roupas caindo na chegada à Ilha Negra) e até de elementos já vistos em outros trabalhos do diretor ("Amores Imaginários" e "Eu matei minha mãe"), como cores, enquadramentos e a cena, agora clássica, da dança/festa em slow motion. Xavier Dolan abusa dos recursos e expõe uma bela composição visual e temática afastando a cisma de qualquer estranhamento.




*Imagens: Divulgação.

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Você pode gostar também de:

Tudo que quiseres (Todo lo que tú quieras, 2010)
Espanha
101 min
Direção: Achero Mañas
Sinopse: Leo e Alicia são casados e moram com a filha Dafne, de quatro anos. Como numa família tradicional, a mãe preocupa-se em cuidar da filha e educá-la, enquanto o pai vive fora de casa, trabalhando. Contudo, a morte repentina de Alicia abala radicalmente esse equilíbrio familiar. Sentindo uma falta da figura materna, a menina tem grandes dificuldades de superar a perda. Tentando atender como pode as demandas da filha, Leo coloca em jogo sua própria identidade.

Editora Planeta

Da tv para o papel

14:18

Capa

Estamos habituados a ver filmes e séries que tem nas narrativas literárias a origem de seus roteiros, mas no caso de “Reawakened” aconteceu o processo inverso. O livro foi inspirado na primeira temporada da série Once Upon a Time e traz a promessa de apresentar novas características dos famosos personagens da trama como, por exemplo, Snow (Branca de Neve).

O livro é narrado por dois persoganes: Emma nos conta a parte da história referente ao “mundo real” e Snow narra os acontecimentos do mundo dos contos de fadas. Escrito por Odette Beane, "Reawakened" já foi lançado nos Estados Unidos e aqui no Brasil teve os direitos de publicação comprados pela Editora Planeta.

Once Upon a Time "Despertar" chega esse mês as livrarias nacionais

Literatura

[Resenha] : O Sorriso das Mulheres (Nicolas Barreau)

15:00

Título: O Sorriso das Mulheres
Autor: Nicolas Barreau
Edição: 1a
Editora: Verus
Páginas: 238
Nota: 3 de 5

Sinopse: Aurélie Bredin é a jovem e sensível proprietária do restaurante Le Temps des Cerises, no coração de Paris. Foi ali, no pequeno e romântico restaurante, que seu pai conquistou o coração de sua mãe, graças ao famoso menu d'amour. E foi ali, rodeada pelo aroma de chocolate e canela, que Aurélie cresceu e encontrou consolo nos momentos difíceis da vida. Mas agora, depois de uma decepção amorosa, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de confortá-la.
Uma tarde, mais triste do que nunca, Aurélie se refugia numa livraria, onde se depara com um romance intitulado O Sorriso das Mulheres. Intrigada, ela começa a ler o livro e percebe que a protagonista é inspirada nela e que seu restaurante é um dos cenários principais.

Surpresa, Aurélie decide entrar em contato com o autor – um misterioso e recluso inglês -, mas essa não é tarefa fácil. Ela não desiste e quando finalmente consegue conhecer o escritor, esse encontro se revela bem diferente daquele que ela havia imaginado.

Comentários:

É sempre muito difícil e até um pouco desonesto ler alguma coisa quando se está tomado por uma grande expectativa. Apesar de não conhecer o autor de O Sorriso das Mulheres e de não ter lido nenhuma crítica a respeito, a proposta do livro me conquistou logo de cara.

É muito lúdico para os leitores ou leitoras se imaginarem como protagonistas de uma história ou por vezes pensar que aquele autor aparentemente tão distante foi capaz de colocar em palavras experiências tais como você a vivenciou. E foi mais ou menos assim que a mocinha da história, Aurélie, deparou-se com o mundo dos livros.

Após vivenciar uma desilusão amorosa, Aurélie vaga sem rumo pelas ruas de Paris e entra ocasionalmente em uma livraria. E por uma dessas coincidências do destino acaba se interessando por um livro cuja protagonista e o cenário retratado era incrivelmente parecida com ela e com seu restaurante, respectivamente. Intrigada com as semelhanças, ela decide comprar o livro e o lê ferozmente durante o resto da noite e madrugada. Convencida de que é a musa da história narrada por Robert Miller, Aurélie inicia uma saga em busca de informações e quem sabe um possível encontro com o autor.

No desenrolar da trama conhecemos André Chabanais, revisor chefe Éditions Opale (responsável pelo livro que desacadeou toda a história), que no primeiro momento se apresenta como um entrave entre a protagonista e sua busca por Robert Miller. No entanto as artimanhas de André para afastar Aurélie do autor do livro escondem alguns mistérios.

A trama tem como pano de fundo a romântica Paris e a sua famosa gastronomia. Ambas são coadjuvantes que ditam o clima do romance. O livro é narrado em primeira pessoa, mas apresenta a visão de dois narradores: André e Aurélie.

Comentei logo no primeiro parágrafo a razão de minhas expectativas em torno dessa narrativa, mas devo confessar que as mesmas não foram atendidas. E o motivo é puro e simples: eu esperava mais. O livro segue morno até mais ou menos o décimo terceiro capítulo.

Outro fator que me causou certo incomodo se refere à personagem de Aurélie, que apesar de já ter passado dos 30 anos por vezes de comporta como uma adolescente mimada e até mal educada, o que pode dificultar uma maior aproximação e simpatia por parte do leitor. Em contrapartida André nos proporciona risadas e afetos e acaba roubando a cena na maioria das vezes.

Um ponto extremamente positivo no livro de Barreau é a descrição dos ambientes. O leitor é levado com facilidade às ruas de Paris e conhece seus restaurantes e lojas. No posfácio o autor esclarece que todos os cafés, bares e restaurantes realmente existem, bem como algumas receitas que podem ser encontradas no final do livro. No entanto, o Le Temps des Cerises pertence apenas à imaginação.

Recomendo o livro para quem procura um romance leve e divertido com pitadas de mistério e com os sabores da cozinha parisiense.


Papéis sendo rasgados, palavras sussurradas, velas acesas, janelas enfeitadas, o perfume de cravo e canela, desejos que são escritos em bilhetes ou ditos ao céu e que talvez sejam realizados – querendo ou não, o Natal desperta esse desejo eterno do maravilhoso. E esse maravilhoso nada é do que se pode possuir ou conservar, não pertence a ninguém e, no entanto, está sempre ali, como algo que é dado de presente a alguém. 

Pág. 192



Érika Rodrigues

Cardápio

Pra ver você levantando o véu pra mim

13:00

Marcelo Camelo
Imagem: Jorge Bispo

Você conhece as noivas de Jorge? Atores e cantores posaram para as lentes de Jorge Bispo, formando o álbum de recordações com retratos em branco e preto do ensaio "Vestido de Noiva", de 2004. Em entrevista o fotógrafo revela que a idéia surgiu de uma encomenda de ensaio para uma revista feminina.







*Imagens de Jorge Bispo.